Você pode ser um ótimo jogador
de futebol, mas se jogar num time
de perdedores não vai conseguir
resultado algum, e pior, vai perder
junto com todo o time. Mas se você
for um jogador ruim e estiver jogando
num time bom, com toda segurança
eu lhe digo, você vai vencer. E mais,
vai jogar bem pela influência dos bons
jogadores que estão ao seu redor.
É a influência do comportamento dos
que convivem com você e estão sempre
a te incentivar e lhe cobrar melhores
resultados que faz com seu crescimento
seja ainda maior. Mesmo não sendo um
bom jogador, você será um vencedor
num time de vencedores.
O coach Aldo Novak, com muita
sabedoria, diz que algumas pessoas
querem mudar, mas não conseguem,
querem parar de beber em excesso, mas
junto com os amigos não conseguem.
Querem evitar falar de coisas negativas,
querem comportar-se diferente, mas os
familiares, a TV e os amigos não deixam
ou dificultam esta mudança. Aldo ainda
diz que estas pessoas não fazem isto
por mal, mas porque querem você no
grupo delas. Mas pode ser que o grupo
destas pessoas não seja um grupo de
vencedores, daqueles que são felizes e
conseguem o que os outros não conseguem.
O que fazer então? “Se você
não pode mudar seus amigos, mude
seus amigos” (Jim Rohn).
Eu me lembro bem quando, ainda
muito jovem, o meu pai sempre preocupado em saber quem eram
meus amigos, dizia em seu conselho: “cuidado com as más companhias...”
Ele estava certo, ao longo do tempo
e das várias empresas que trabalhei,
percebi que eu me comportava muito
parecido como os colegas de trabalho.
Quando mudava de trabalho em outra
empresa, mudava as gírias, o vocabulário,
a forma de pensar e ver as coisas,
ficava mais rápido ou mais lento, mais
agressivo ou mais calmo, sonhava mais
ou não sonhava, sempre estimulado ou
retraído como o meio em que vivia.
DIFERENÇAS
Hoje ainda percebo isto nitidamente
quando estou com pessoas inteligentes que gostam de assuntos sobre a vida,
estudos científicos, políticos, econômicos e sociais, ou qualquer coisa que
não seja falar dos outros, moda ou consumismo, papos machistas, poder e
soberba que expressam apenas pessoas
que no íntimo desejam a todo custo “chamar a atenção”. Veja porexemplo
como deve ser diferente passar horas
conversando com Serginho Groisman e com o Amauri Junior, ou como é
diferente assistir um documentário do
canal Futura e o Big Brother.
RESPONDA ESTAS PERGUNTAS:
Como são as pessoas que você convive?
De que assunto elas falam? Você
está em um time de perdedores ou de
vencedores? Você está crescendo intelectualmente
e em sua vida pessoal e
profissional? Estas pessoas são positivas
ou pessimistas? Estão sempre alegres
ou depressivas? Que programa de TV
você costuma assistir? E na empresa,
que tipo de assunto conversa com os
funcionários e colegas de trabalho?
Veja bem, não estou criticando o que fazemos ou deixamos de fazer, apenas
colocando em pauta um assunto importante
para que cada um reflita o que é
melhor para si. Mas pense que “tudo
posso, mas nem tudo me convém, tudo
posso, mas nem tudo me edifica” (1Cor
10-23).
Faço estas perguntas por que sei
muito bem como o empresário é
influenciado pelo meio que vive, e
também exerce influência em sua
empresa, na maneira como se comporta
e conduz os negócios. Isto é
tão sério porque seus funcionários
serão influenciados pelo seu “jeito de
ser” e pela sua “cultura”. E da mesma
forma você sempre será influenciado
pelos amigos e familiares que convive,
pessoas que vão lhe estimular
ou lhe retrair, fazer com que pense positivo ou negativo, sonhar ou não
sonhar, esforçar-se para mudar e
vencer ou simplesmente acomodarse.
Veja que a influência de seus
amigos pode mudar sua vida para “melhor” ou “pior”. E assim também
pode lhe ajudar a melhorar sua vida
e os resultados, ou piorar os negócios
e o seu profissional. Escolha um time e tenha coragem de mudar de
time se precisar. Os vencedores são aqueles que têm coragem suficiente
de mudar quando as coisas estão
seguindo para um rumo diferente
e sombrio. Um vencedor muda de
amigo se precisar. Como diz o ditado
popular, “Diga-me com quem andas,
e te direi quem tu és”.
Por: Cleison Vitor de Oliveira
Colsultor em Gestão Empresarial
cleisonvitor@hotmail.com